Muita gente diz que aquela paradinha pro cigarrinho é o momento de relaxamento. É momento de liberar o stress (eu não posso afirmar, pois não sou fumante. Logo, não tenho conhecimento de causa). Dar umas tragadas no intervalo do trabalho, durante um bom bate-papo, depois do cafezinho ou mesmo aqueles momentos em que quaisquer comentários são dispensados, prometem o equilíbrio e o bem-estar de quem fuma.
Conforme define o autor Aurélio Buarque de Holanda, tragar quer dizer “Aspirar, engolir a fumaça do tabaco para expeli-la depois, em parte pelo nariz.”
A gente sabe que, cientificamente, o processo é mais complexo que, simplesmente, aspirar fumaça. É público e notório que uma boa parcela das famosas tragadas é absorvida pelo organismo como forma de dependência química.
Bom, o TRADUZINDO não tem a pretensão de falar dos males que o tabagismo provoca ao organismo. Essa foi só uma pequena introdução que será agregada a outro mal provocado pelos derivados do fumo. Trocando em miúdos, estamos falando do famoso “cigarrinho”.
Falando nele, será que nossos leitores têm noção do quanto movimenta a indústria do tabaco?
Bem, segundo o Sindicato das Indústrias do Tabaco – SINDITABACO, o setor movimenta R$15,2 bilhões por ano, tendo contribuído com R$7,7 bilhões em tributos. Á indústria rendeu R$3,2 bilhões. Ao produtor, R$3,3 bilhões e ao revendedor (varejista) R$927 milhões.
Ainda segundo a entidade de classe, o Brasil é o segundo maior produtor e maior exportador mundial de fumo. Em 2008, exportou 686 mil toneladas para, aproximadamente, cem países a um faturamento de U$$2,7 bilhões.
Outra informação é muito importante: De acordo com informação do portal paranaense www.bemparaná.com.br, Curitiba é a terceira maior cidade com percentual de fumantes. Ainda afirma que “a cidade não está sozinha nesse cenário esfumaçado”. Porto alegre está em primeiro lugar e Florianópolis em segundo, no ranking.
Alertam, também, que “enquanto estudiosos da área da saúde afirmam que o custo do tratamento dos males causados pelo cigarro é maior do que a arrecadação que o produto proporciona aos cofres públicos, agricultores e indústrias sustentam que vale a pena manter a atividade porque ela é mais rentável que outras culturas agrícolas e seguirá atendendo uma demanda mundial ainda crescente pelos derivados de tabaco. Paradoxalmente, os dois lados têm vitórias a comemorar, pelo menos no Brasil”, diz a matéria.
Pra finalizar, demonstraremos a todos os fumantes, passivos ou ativos, o quanto custa, em matéria de tributos, “saborear” a famosa tragada.
Preço final – R$1,80
ICMS – 25% - R$0,45
IPI – 30% - R$0,43
PIS – 1,65% - R$0,03
COFINS – 7,60% - R$0,14
Percentual de tributos sobre o preço: 58,25%
Total dos tributos: R$1,05
Preço líquido: R$0,75
Notamos, com esse demonstrativo, que tragar um cigarrinho é bem stressante para o bolso dos brasileiros e que é um dos segmentos que mais arrecada tributos, em valores percentuais, o que se justifica por ser considerado um produto supérfluo e não essencial a vida.
Fonte: Receita Federal do Brasil - www.receita.fazenda.gov.br
É mais barato manter uma vida mais saúdevel!
ResponderExcluireu estou quase deixando o cigarro!!!
ResponderExcluirEu deixei o cigarro há 3 anos e troquei para chocolatómano, coisa que tem os seus particulares problemas para a saúde e nao é barato.
ResponderExcluirOutra coisa: algumas vezes tentaba de "evangelizar" numa cruzada contra o tabaquismo, até que um amigo diz: "o peor fanático é o converso (convertido)".
O chocolate pode provocar os seus males, mas certamente, são muito menores que aqueles causados pelo tabaco. Além de tudo, dói menos no bolso. Pelo menos aqui, no Brasil, é assim.
ResponderExcluirSueli, adorei o blog. Os dados são super interessantes e informativos. Coisas que qualquer consumidor precisa saber. Vou seguiur e acompanhar. Muito bom!
ResponderExcluirObrigada, Gianne. Bom saber que o blog está atingindo seu objetivo. Em breve, vou publicar uma matéria que, acredito, vá interessar a você.
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