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A COPA DO MUNDO DE 2014 E A REALIZAÇÃO DAS OBRAS


O momento atual é de euforia, senso crítico, muita torcida e, como dizem os mais otimistas: muita fé. A hora é agora, pois a copa do Mundo de 2010 já começou. Tá certo que a nossa estréia deixou um pouco a desejar, segundo julgamento de cada um dos milhões de técnicos que a seleção brasileira, involuntariamente, possui. Todo mundo dá palpite, todos sugerem e assim rolam as pedras.

Pois é, daqui a menos de um mês essa euforia acaba, mas a nossa preocupação aumenta, pois, em 2014, será a vez do Brasil se preparar para receber os milhares de turistas que vem pra cá desfrutar da beleza de nossas terras e torcer pela sua seleção de coração. Além disso, também farão parte desse cenário, convidados da FIFA, jornalistas e voluntários para trabalhos em diversas áreas.

Pra receber toda essa gente, será necessário pensar, principalmente, em infra-estrutura. Isso gera planejamento, envolvendo melhora dos níveis de segurança, do sistema de transportes, do sistema de telecomunicações, da melhoria dos aeroportos, além, é claro, da própria estrutura dos estádios. Todos precisam de reformas.

O máximo de conforto é condição imposta pela FIFA, em combinação com a CBF. Nesse instante, os governos se preparam para financiar e realizar as obras necessárias para a realização do evento. É o emprego dos tributos pagos pela sociedade brasileira, promovendo melhorias para o bem-estar-social.

Na prática, a responsabilidade é muito grande. Atingir resultados, cumprindo cronogramas, é risco assumido diante do resto do mundo. Afinal de contas, qualquer país deseja sediar uma copa do mundo ou mesmo uma olimpíada.

Os benefícios que justificam o gasto público são o aumento do número de empregos, chegada de mais turistas, a revitalização das áreas envolvidas no evento e muito investimento no país. O resultado final esperado, no que diz respeito ao Produto Interno Bruto – PIB, sinônimo de toda riqueza produzida pelo país, é bastante otimista. É bem verdade que o turismo atrai bons resultados, pois a beleza de nosso país é inigualável, o que contribui muito para o aumento do seu desempenho.

Com a dificuldade de realizar tais obras, o Estado se vale de um instrumento a muito conhecido de outros países mas, regulamento no Brasil, apenas em 2004. Utilizando-se desse mecanismo para garantir o êxito do programa, as unidades da federação, envolvidas no processo, põem em prática o projeto das Parcerias-Público-Privadas - PPP, que, em linhas gerais é, a contratação do setor privado para a execução de serviço de responsabilidade da administração pública.

As PPPs envolvem obras que viabilizam projetos não realizados pelo Estado. Através da parceria, os riscos do projeto são definidos, a conclusão das obras é assegurada, o levantamento dos custos equivale à realidade e a forma de pagamento ao ente privado precisa ser bem definida. Os resultados dessa nova prática, prevêem grandes benefícios nos contratos firmados entre o poder público e o particular, por todas as queixas dos cidadãos brasileiros.

Esperamos que nossa contribuição, em matéria de impostos, seja, nesse momento, investimento para grandes retornos para a sociedade. É bom que estejamos atentos para isso. Quem paga a conta, manda e todos nós pagamos.

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