Pular para o conteúdo principal

NO AR, O DIA DA LIBERDADE DE IMPOSTOS


Em 22 de maio, o Rio de Janeiro foi surpreendido com extensas filas nos postos de gasolina. Acontece que as vendas do combustível caiu pela metade do preço. Não foi sonho. É que, numa tentativa de conscientizar a população do peso da carga tributária nos preços de mercadorias e serviços, foi lançado neste sábado o Dia da Liberdade de Impostos. Assim, motoristas puderam abastecer seus veículos pela metade do valor de costume. O litro que custava R$2,60 foi vendido por R$1,18. Constatou-se que a diferença em tributos chega a mais de 50%. Com esse feito, podemos perceber o quanto “investimos” em moradia, segurança, sistema público de saúde e todos os direitos assegurados aos brasileiros, mas que se perdem com os gastos públicos.

O projeto se estenderá por São Paulo, Belo Horizonte, Brasília; Colatina e Vitória no Espírito Santo; Novo Hamburgo, Lajeado e Porto alegre, no Rio Grande do Sul e, muito provavelmente, a diferença de preços provocará grandes surpresas. Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que o cidadão brasileiro tem que trabalhar 148 dias por ano para pagar tributos. Então, até o dia 27 de maio de 2010, estivemos retornando no tempo e relembrando o período da escravidão quando não se tinha qualquer perspectiva de retorno e se trabalhava, apenas, por um prato de comida. Uma vida digna era e continua sendo um sonho distante. A renda continua e, pelo visto, continuará sendo concentrada. Os pobres continuarão sendo pobres e os ricos, continuarão sendo ricos.

Vale dizer que, sobre a venda da gasolina incidem tributos como a CIDE, uma contribuição que foi criada em 2001 com o objetivo de manter a infra-estrutura dos transportes. O PIS -Programa de Integração Social, que é uma contribuição social criada com o intuito de manter o seguro-desemprego e abono dos trabalhadores da iniciativa privada e o PASEP, no caso da iniciativa pública. Já a COFINS, que é outra contribuição criada para custear a seguridade social. Em outras palavras, ela ajuda a manter o INSS. Por último, temos o ICMS - Imposto Sobre Mercadorias e Serviços, um tributo sem destinação específica, mas que na prática deve ser revertido em escolas, moradias, saúde...

Cabe esclarecer que, impostos, contribuições e taxas são espécies de tributos.

Pra finalizar, é preciso que os brasileiros desejem entender e assimilar o que acontece com toda a sociedade, em matéria de economia. Precisamos conhecer para questionar; questionar para escolher e perceber que nossas escolhas definem nosso futuro social e econômico.

Comentários

  1. Sueli: O seu blog é muito interessante e gostaria de pode-lo comentar corretamente; tento: é precisso cuestionar o fim que terao os impostos, cómo se estrutura o gasto público, manter um control inflessível, rigido para vigilar a maneira como o estado gasta. Mas nao acredito que o ciudadao travalhe uma quantidade de dias esclussivamente para pagar tributos; nao poderiamos desconhecer que as pessoas travalhan tambén para ajudar a outros a maximixar a sua ganancia (utilidade, fee), coisa que remete-nos (conduce-nos)direitamente a discutir sobre a estrutura produtiva o dos salários de um pais, sobre o modelo e ainda sobre o seu sistema económico; ao fim, conduce-nos á pesquisa da estratificacao duma sociedade específica.

    ResponderExcluir
  2. A destinação do produto da arrecadação e assuntos correlatos serão abordados de maneira gradativa. Quanto ao percentual de tributos sobre tudo que se produz, é considerado muito alto e inaceitável, uma vez que não temos os retornos devidos. A distribuição de renda no Brasil ainda é muito desigual e não satisfaz as necessidades mais básicas. Basta dizer que no primeiro semestre de 2009, a carga tributária corresponde a 36,04% do nosso Produto Interno Bruto - PIB, o que nos leva a concluir que o Custo-Brasil é bem elevado.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

QUANTO SE TRABALHA PARA COMER?

De vez em quando os jornais divulgam pesquisas dos preços das cestas básicas no Brasil. Em um momento, o preço cai. Em outro, o preço sobe. Assim, o trabalhador caminha lutando para por na mesa o “pão nosso de cada dia”. Um estudo realizado em 1938, em cada localidade do Brasil e em várias empresas, definiu o “salário mínimo ideal” para garantir a alimentação, moradia, vestuário, higiene e transporte do trabalhador brasileiro. Bem, para a mesa da família brasileira, o governo definiu os produtos que compõem a Cesta Básica Nacional. Essa cesta é composta por alimentos nutritivos, necessários a sua alimentação. Nesse cenário, a única coisa que nos vem à cabeça é que fica cada vez mais difícil, com o salário mínimo, manter uma vida digna e satisfatória. Então, vamos analisar o quanto é necessário trabalhar para por comida no prato, a chamada “ração essencial”. Pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos - DIEESE, mostra a parcela do salário...

CRÉDITOS DE ICMS UTILIZADOS COMO MOEDA DE TROCA

Um dos grandes problemas que as empresas enfrentam diz respeito à sistemática do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. Não é a toa que o tributo é o grande vilão do sistema tributário nacional. O imposto que, entre 2004 e 2013, arrecadou cerca de R$2,366 trilhões é considerado o mais complexo em matéria de cumprimento de obrigações impostas pelas legislações estaduais. Com um mecanismo de compensação dos valores embutidos nas aquisições de mercadorias contra o imposto calculado sobre as vendas, em muitas situações, as empresas enfrentam um dilema quanto á formação de saldos credores que não conseguem escoar. As indústrias ainda são um pouco mais beneficiadas, uma vez que podem utilizar os saldos no pagamento do próprio imposto, quitação de dívidas com fornecedores ou mesmo com as transferências dos valores para outros estabelecimentos. O comércio se vê mais prejudicado porque as possibilidades legais não são as mesmas. Entretanto, há casos em que os c...