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QUANTO CUSTA A COMUNICAÇÃO NO BRASIL?


Muito interessante uma das matérias publicadas pela revista Exame.com. O site Mercado Livre divulgou os itens mais vendidos nos últimos dez anos. O campeão de vendas está sendo, até o momento, o famoso aparelho celular. “No início da década o discman era o item mais vendido no site, seguido em 2002 da câmera 2.0 mega pixels. Em 2004, com o sucesso do desenho Bob Esponja, os artigos ligados ao personagem alcançaram o primeiro lugar. Na sequência, o MP3 veio substituir o mais vendido do ano 2000. De acordo com o levantamento, durante dois anos, 2006 e 2008, os videogames foram campeões de procura, sendo o Playstation 2 e o Nintendo Wii responsáveis por essa busca. O ano de 2007 teve o Pendrive como destaque”, retrata a matéria.

Isso mostra como a economia anda aquecida. Esse número, registrado pelas vendas, adicionado ao produto da arrecadação do ICMS relativo ao setor de serviços de comunicação identifica o crescimento do segmento, seja no comércio varejista, seja na prestação do serviço.

Para ilustrar o artigo, podemos informar que a arrecadação do tributo promovida pelas empresas de comunicação atingiu, em outubro de 2010, a cifra de R$1.441.000,00 e o comércio varejista registrou R$1.112.000.000,00.

Outro ponto importantíssimo e que deve chegar ao conhecimento de todos os brasileiros é que para cada aparelho celular vendido, pagamos 32,96%, em tributos. Assim, um aparelho comprado a R$330,00 poderia custar, aproximadamente, R$221,00.

É de suma importância perceber que as cifras acima citadas estão compondo os valores identificados pelo impostômetro que, já no início de dezembro atingiu a marca de 1,2 trilhão de reais e que a carga tributária do setor de comunicações é uma das maiores praticadas no Brasil. Infelizmente, os serviços quase nunca correspondem ao investimento feito pelos brasileiros, até porque, o PROCONs dos estados identificam como campeões de reclamações as empresas de prestação de serviços de comunicação.

O que podemos fazer, senão questionar, questionar e questionar?

Fonte: CONFAZ - www.fazenda.gov.br/confaz e Exame.com - www.exame.abril.com.br

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