
Tai uma expressão mais velha do que os nossos ancestrais: “Pobre sofre”. Que o pobre é sempre o mais penalizado não é novidade pra ninguém, desde que o mundo é mundo. Tanto é que Robin Hood resolveu amenizar a situação tirando dos ricos. É, mas parece que não deu muito resultado, especialmente no Brasil. A economia brasileira, muito embora em largo desenvolvimento, ainda não cresceu suficientemente para exterminar a desigualdade de renda existente no país.
Recentemente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA revelou que, em 2009, o índice de queda do nível de desigualdade no Brasil foi fixado em 0,54 pontos, considerado inferior se comparado ao ritmo de queda verificado entre 2001 e 2008. Em outras palavras, o nível de distribuição da renda se elevou, mas em nível menor que dos anos interiores. Isso quer dizer que, para muitos brasileiros, distribuição da renda melhorou, mas nem tanto quanto o esperado. Ainda que melhores salários estejam sendo pagos, a situação ainda não é das melhores.
Já no que diz respeito ao nível de pobreza, o mesmo estudo verificou que os brasileiros estão menos pobres (obviamente que tratamos apenas de comparação e que ainda falta muito para a erradicação definitiva dos níveis de pobreza), considerando os níveis analisados entre os anos de 1995 e 2009. A pesquisa avaliou três níveis de renda, na média entre os brasileiros. No nível mais elevado da renda analisada, a queda do numero de pessoas foi de 56%. Resta evidenciar que foram analisadas as rendas de R$232, R$ 131 e R$66 no período indicado.
Bom, outro ponto bastante importante analisado pelo IPEA e, que merece muita atenção por parte dos novos governantes, é que, em nosso país, “os 10% mais ricos concentram 75% da riqueza do país. Para agravar ainda mais o quadro da desigualdade brasileira, os pobres pagam mais impostos que os ricos.
Segundo levantamento feito pelo IPEA, os 10% mais pobres do país comprometem 33% de seus rendimentos em impostos, enquanto que os 10% mais ricos pagam 23% em impostos.
Analisando a pesquisa, o presidente Márcio Pochmann, o país precisa de um sistema tributário mais justo que seja progressivo e não regressivo como é hoje. Ou seja, quem ganha mais deve pagar mais; quem ganha menos, pagar menos, afirmou Márcio.
É triste e injusta essa nossa realidade. De uma forma bem genérica, os brasileiros se dão conta disso no seu cotidiano, dadas todas as suas dificuldades e, exatamente, nesse momento é que todos nós esperamos que novas políticas voltadas para a justiça social entrem em pauta com os novos governantes. Afinal de contas, chega de tanta injustiça e tanto sacrifício tributário, seja nos salários tão ralos no final do mês que não agüentam muito tempo de tanta anemia econômica, seja no peso atribuído aos empresários e que ainda dificultam os investimentos externos na Pátria Amada.
Comentários
Postar um comentário