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MC DIA FELIZ, UM SANDUICHE TRANSFORMADO EM SORRISO


Não é novidade pra ninguém que num determinado dia do mês de agosto, “celebramos” o MC DIA FELIZ. Entra ano, sai ano e o tom do amarelo da logomarca MC Donalds ganha um brilho especial. Afinal, apreciar um belo BIG MAC nesse dia, ganha um sabor especial: O sabor da solidariedade humana.

Pois é, a campanha que já é realidade desde 1988, foi criada com a finalidade de obter recursos para manter instituições que mantém o tratamento de combate ao câncer. Desde sua implantação, a venda dos sanduiches BIG MAC já arrecadou mais de 100 milhões de reais, revertidos para mais de 100 instituições, em mais de 20 estados brasileiros. A edição de 2010 que acontecerá em 28 de agosto, próximo, beneficiará 69 projetos de 58 insituições em todo o Brasil. É importante dizer que, em 2009, a campanha arrecadou R$11.661.422,24 com a venda de, aproximadamente, 1,34 milhão de sanduiches BIG MAC.

A obra social tem grande visibilidade em nosso país, mas, certamente, muitos de nós não temos muita noção dos bastidores do grande projeto. A partir desse momento, governos, empresários, celebridades e muitos voluntários abraçam a causa em prol do amor ao próximo.

Em se tratando dos governos, a campanha é incentivada através de concessão de isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS sobre todas as vendas do BIG MAC, realizadas pela Rede MC Donalds, representadas por lojas próprias ou franqueadas, desde que o faturamento seja destinado ás entidades de assistência sociais, sem fins lucrativos, indicadas pelas Secretarias de Fazenda, Receita ou Tributação de cada unidade da federação.

Bem, no âmbito federal, a legislação do Imposto de Renda também permite dedução de até dois por cento do lucro operacional da pessoa jurídica, nos casos de doações efetuadas a entidades civis, legalmente constituídas no país, sem fins lucrativos, que prestem serviços em benefício da comunidade onde atuem, observadas as regras definidas no regulamento do imposto.

Para expressar melhor o projeto, o TRADUZINDO entrevistou o médico oftalmologista Evandro Lucena, responsável pelo consultório de oftalmologia do INCA, onde são tratados pacientes infantis com tumores oftalmológicos. Dr. Evandro nos contou que as doações realizadas pelo Instituto Ronald McDonald, resultado da receita do MC DIA FELIZ, assim como pela empresa EL PASO e pelo jogador Ronaldo Nazário, por exemplo, permitiram que o consultório de oftalmologia pediátrica, os serviços de emergência e UTI pediátricas fossem criados. Cabe ressaltar que, a ampliação da obra permitiu que mais crianças fossem atendidas e que o diagnóstico precoce aumenta sensivelmente a expectativa de cura do câncer infanto-juvenil.

Segundo nos informou o Instituto Ronald McDonald, a receita obtida com a campanha “contribuiu para o expressivo crescimento do índice de cura da doença no Brasil: de 15%, no final da década de 80, podendo chegar a 85% em alguns casos”. Um bom exemplo de emprego dos recursos é a Fundação do Câncer que nasceu com o objetivo de trabalhar “na captação de recursos e gestão de projetos em áreas de pesquisa, ensino e desenvolvimento institucional, científico e tecnológico. Por estes caminhos, participamos da luta pela vida, provendo recursos e colaborando com as ações do INCA”, afirma a instituição. Com os recursos foi possível criar, não só o consultório e a UTI pediáricos, como também manter o laboratório de hematologia celular e molecular, além da compra de equipamentos.

Uma prova real do bem que a obra é capaz de realizar foi relatada pela mãe da menor Giulia Menezes Soares, hoje com oito anos. Eliane Menezes nos contou que há dois anos quando chegou ao INCA e recebeu o diagnóstico, inicialmente, ficou transtornada, mas confiou na equipe médica e iniciou a luta contra uma Leucemia Linfoblástica Aguda. Hoje, sua filha é uma criança feliz e tranqüila, tanto que se ofereceu, muito serelepe, para ser a nossa garota-propaganda. Hoje, a doença está controlada e a confiança, antes perdida, retornou.

Eliane também conta que além de ter recebido toda atenção necessária com estrutura de primeiro mundo, contando, inclusive, com doação de medicamentos caríssimos, realizada pelo INCA, a Casa Ronald, instituição que coordena o projeto no Rio de Janeiro, oferece alimentação indispensável ao tratamento, além de cestas básicas e hospedagem.

É, pensando em termos de ação social, a extensão da obra é infinitamente maior do que imaginamos. Em termos emocionais, as famílias que se deparam com o problema, muitas vezes, se intimidam e chegam a ter medo de admitir ou investigar a enfermidade até chegar ao diagnóstico. O preconceito existe e a famosa expressão “aquela doença” ainda faz parte do vocabulário de muitos brasileiros. É bem verdade que a situação não é das mais fáceis. É preciso ter coragem, fé na vida e nos recursos que a medicina, dia-a-dia, nos coloca á disposição. Entretanto, o mais importante de tudo é ter noção de que tudo é possível, até mesmo o que, inicialmente, nos parece impossível.

Pra finalizar, lembramos que nosso país precisa de bons administradores e que as novas políticas públicas devem dar mais foco para incentivos fiscais ligados a área de saúde pública, visando, não só ao atendimento a população, mas a criação de novas tecnologias, incremento de pesquisas clínicas e mais benefícios fiscais para medicamentos que tem como mecanismo de ação o período que antecede e sucede aos procedimentos de quimioterapia, por exemplo.

Fonte: Casa Ronald McDonald; Instituto Ronald McDonald; Assessoria de Relações Institucionais da Fundação do Câncer; Instituto Nacional do Câncer; Receita Federal do Brasil e Conselho Nacional de Política Fazendária

Maiores informações sobre as obras sociais, acessem:

www.casaronald.org.br; www.institutoronald.org.br; www.fundacaodocancer.org.br e
www.inca.gov.br

Comentários

  1. Minhas sinceras homenagens a todos os personagens envolvidos nessa história.

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  2. Sueli,

    Adorei a matéria.

    Bjs,

    CARLA SARAIVA

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  3. Parabéns pela matéria.
    Excelente.
    Evandro Lucena

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  4. A causa é nobre e merece mais visibilidade. Os brasileiros precisam confiar mais e "se doarem" pra campanha. Outra matéria será realizada, em breve, visando focar a elevada carga tributária de medicamentos utilizados no combate a doença.

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