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A CONTRIBUIÇÃO DAS MÃES PARA A ECONOMIA BRASILEIRA


Mais um ano se passou e o mercado está preocupado, novamente, em homenagear aquela que, de longa data, é tida como a rainha do lar: Estamos voltados para a busca incessante do presente do dia das mães.

É bem verdade que o universo das mulheres é bem vasto em relação a presentes, mas, a meu ver, não se pode esquecer que, acima de tudo, as mães são mulheres guerreiras, com vaidade e auto-estima.

Pensando dessa forma, resolvi tratar exclusivamente de como uma mulher, seja ela dona de casa ou executiva, gosta de se sentir parte do universo da sensibilidade e da beleza. Sendo assim, prezados maridos, filhos e amigos, vamos tocar no ponto mais sublime da mulher e de tudo o que a torna mais valorizada.

Acima de tudo, devemos reconhecer que uma de suas maiores vitórias é o respeito pelo espaço conquistado ao longo dos anos. Esta realidade já é refletida no mercado, marcado por novas características da economia brasileira. Basta nos atentarmos para a pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Cosméticos – ABIPHEC que mostra que o crescimento do setor se deve, em parte, pela participação crescente da mulher no mercado de trabalho.

Em 2010, o volume de vendas atingiu a cifra de R$27,3 bilhões, enquanto que o ano anterior registrou a marca de R$24,4 bilhões. As importações cresceram na ordem de 12,2% e as exportações 14,1%, na média dos últimos 15 anos, afirma a entidade.

Segundo dados divulgados pelo Euromonitor International, o Brasil é “o primeiro mercado em desodorante, produtos infantis e perfumaria; segundo mercado em produtos para higiene oral, proteção solar, masculinos, cabelos e banho; terceiro em produtos cosméticos cores; quarto em pele e quinto em depilatórios.”

Decididamente, os números da indústria da beleza são impressionantes, mas esse não é o único ponto a causar forte impacto aos empresários e a sociedade de um modo geral. A elevada carga tributária a que o setor está obrigado dificulta a competitividade em relação ao mercado externo, principalmente. A burocracia imposta às organizações também dificulta a logística empresarial.

É inacreditável imaginar que num simples frasco de perfume esteja embutido mais de 50% em tributos e que além dos reflexos muitos negativos que isso provoca na economia, os governos estaduais criam percentuais de cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS muito acima do que seria real para o mercado. A conseqüência é preço elevado e concorrência desleal para as empresas do ramo.

Por fim, devemos lembrar que toda essa dificuldade tributária reduz empregos e aumenta a miséria e a fome no país e pra não perder o foco da data, um bom presente também pode significar uma vida digna.

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