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SALÁRIOS, REDUZIR OS TRIBUTOS OU ENCURTAR O MÊS?



Uma das grandes reclamações do empresariado brasileiro está na elevada carga tributária cobrada no país. É tributo pra isso, tributo para aquilo. Já não suportamos tanto dinheiro destinado aos cofres públicos, visando uma melhor qualidade de vida e nada acontece.

Um dos pontos cruciais do sistema tributário brasileiro é o quanto se paga em relação á folha de pagamentos, seja pelo empregado, seja pelo empregador. São tantos os descontos que o mês continua enquanto o salário já acabou.

A partir desse drama, vivido pelos brasileiros, o que deveria assegurar alimentação básica, moradia, transporte e saúde, passa longe de atingir a sua finalidade. Esse caos se agrava em razão de as contribuições incidentes sobre o pão nosso de cada dia.

É importante que, cada vez mais, tenhamos noção de nossa cota de contribuição para que possamos questionar mais e mais o produto de toda essa arrecadação. Para tanto, vamos demonstrar o peso da carga tributária com base no salário exemplificado abaixo:

Sálario base: R$3.000,00
INSS: R$330,00
Imposto de Renda: R$119,55
Total dos descontos: R$449,55
Valor final: R$2.550,45
Percentual de tributos sobre o salário: 15%

Como podemos concluir, apesar do valor utilizado como exemplo, ser um salário razoável, não sobra quase nada para manter as necessidades básicas, considerando, principalmente, que o sistema de saúde pública não é suficiente para atender aos brasileiros. Na maioria dos casos, o segurado ainda precisa manter um plano de saúde médico para não ficar sem suporte. Com isso, os descontos aumentam e o salário encolhe e não cobre os alugueis e muito menos o sonho de adquirir a casa própria.

Bem, é do conhecimento de quase todos que o governo tem uma proposta de reforma tributária com muitos pontos importantes que reduziriam o peso dos tributos no bolso dos brasileiros. A carga tributária elevada sobre a folha de salarios é um dos fatores que faz encarecer e reduzir o nível de investimentos externos, o chamado Custo Brasil.

Um desses pontos trata da desoneração total da cesta básica de alimentos. Em outras palavras, o que hoje representa um percentual que varia entre 7% e 16%, poderia ser reduzido a zero. É inegável que esse seria o melhor dos mundos.

Para tanto, devemos, como já disse várias vezes, entender cada vez mais as quatro operações com tributos. Devemos adquirir senso crítico para assimilarmos esse economês tão complexo, mas que movimenta nossas vidas diariamente.

As novas políticas públicas tratam, na teoria, da revisão do sistema tributário nacional, mas também é certo que há redução sensível da arrecadação pública. Portanto, precisamos estar atentos para os interesses do setor público em detrimento do particular.

Fonte: Presidência da República, Previdência Social e Receita Federal do Brasil

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