
Ás vezes nos deparamos pensando se seria possível modificar o nível de vida dos brasileiros. Refiro-me a redução da pobreza, queda dos níveis de analfabetismo, melhores salários e, consequentemente, melhor distribuição de renda. Acredito que essa pergunta, já foi feita por muitos de nós em algum dia de nossas vidas.
Muitas são as nossas queixas, mas o fato é que entra ano, sai ano; entra governo, sai governo e não vemos muita coisa acontecer. Nesse exato momento, estamos a poucos dias de mais uma eleição. A partir daí, novas políticas de governo serão colocadas em prática.
Pra falar bem a verdade, a esperança, mesmo sendo a última que morre, já não está dando muito os área da graça. O que acontece com nosso país? Pagamos tributos com uma das cargas tributárias mais elevadas e o retorno é mínimo, pra não dizer nenhum. Muito desses recursos são empregados inadequadamente.
Alguns dizem que é questão de cultura e que essa situação não tem mais jeito. Muitos pensam até que é um caso perdido. Afinal, o governo precisa cobrar tributos para manter a máquina pública. Sem essa fonte, os governos não se manteriam. Entretanto, os pobres continuam pobres, os níveis de educação pública continuam baixos, a saúde pública não atende a população brasileira. Isso sem contar que o salário mínimo que seria o valor que seria suficiente para satisfazer as necessidades mais básicas do povo não chega a ser o mínimo satisfatório.
Tenho pensando muito sobre isso e, como muitos de nós, me pergunto o que poderia ser feito em prol da uma vida mais digna. A resposta é que fiquei um pouco mais indignada ao ver, bem de perto, que em países como a Jordânia, por exemplo, que ocupa uma área geográfica de, aproximadamente, 90.000 km2, possui um índice de 97% da população alfabetizada. Lá, o sistema de saúde pública atende a população com eficiência. Os nativos afirmam que pagam muitos impostos, mas todo o produto da arrecadação é revertido para o povo.
O país asiático que ocupa uma área que poderia ser representada pelos Estados do Espírito Santo e de Minas Gerais em área territorial, mesmo com esses índices favoráveis é considerado um dos países mais pobres do Oriente Médio. Em 2004, o PIB per-capita era U$ 2.140, enquanto que no Brasil, o mesmo percentual esta estimado em R$1.000,00, segundo dados do Instituto Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA.
Os dados acima revelam que sendo o Brasil um pais tão rico em beleza e recursos, nos faz crer que a situação econômica poderia ser melhor. Afinal, se considerarmos, por exemplo que os países do Oriente Médio tem seríssimos problemas com água, o que nem de longe, temos noção do problema, ainda sim, os Jordanianos conseguem se manter e explorar os recursos que possuem.
Enfim, resta saber que ainda existe solução. Basta que os governantes que estarão assumindo suas cadeiras muito em breve, tenham vontade política para tal.
Fonte: www.ipea.gov.br; www.brasiltrade.gov.br
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