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SONHO DE CONSUMO: NATAL SEM TRIBUTO


Fim de ano está chegando e muita gente já está se pensando sobre o que fazer com o décimo-terceiro-salário. O frisson da queda do dólar está deixando muita gente ansiosa. Afinal, de contas, os importados nunca foram baratos e muitas vezes passaram distantes de muitas ceias natalinas.

Esse ano a expectativa é outra, o bacalhau e o azeite tendem realmente a estar mais baratos. O primeiro que, no ano passado, custava entre R$45 e R$48, atualmente está custando, em médica R$39. Já o azeite que custava R$13, está por custando por volta de R$10. Esse foi o esclarecimento do presidente da regional da Associação Paulista de supermercados (APAS), de Rio Preto, Renato Martins. A previsão de queda é de 5% nos importados, com exceção das bebidas, que tiveram aumento de tributos.

Realmente, os ânimos estão exaltados, mas nem tudo são flores: Os preços do panetone deverão ter aumento de 6 a 8%, uma vez que houve reajuste no preço da farinha de trigo. O mesmo acontecerá com as frutas cristalizadas, cujo aumento se deu de R$2,79 e R$2,86.

Renato Martins também estimou que as vendas natalinas aumentem entre 15 a 20%, nos supermercados e que, apesar da alta de preços, o consumo de panetones deve aumentar, uma vez que as classes C e D passaram a ter mais poder de compra.

Um ponto muito importante a ser observado pelos consumidores de produtos importados é que muitos lojistas estarão praticando preços não tão acessíveis, mesmo com a desvalorização do dólar. Isso se justifica pelo fato de que as compras são feitas com antecedência mínima de seis meses, quando dólar ainda tinha cotação elevada. Por esse motivo, preços mais acessíveis, em muitos casos, só percebidos no próximo ano.

Outro detalhe que explica o preço alto é que as empresas praticam preços médios, justificados por formação de estoques elevados.

Pois é, mas queda do dólar e preços baixos sempre foi um “sonho de consumo” de todos nós, mas um vilão muito cruel assombra o “país das maravilhas”: A carga tributária se mantém elevada, especialmente para os produtos que vem de fora. Além de todos os tributos pagos, o importador ainda arca com o Imposto de Importação, agregado a todos as despesas contraídas com armazenagem. É importante que o brasileiro saiba que todos esses fatores contribuem negativamente para preços altos.

Consequentemente, muitos importadores pretendem manter preços elevados.
Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), “61,22% do preço do whisky é relativo aos impostos embutidos; nos vinhos, o percentual chega a 54,73%; o bacalhau tem 43,78% do preço”.

Bom, mesmo assim, os consumidores devem antecipar suas compras, pois o mercado está aquecido. Tem muita gente procurando para não ficar sem o item desejado na ceia do natal. A dica é pesquisar preços mais compatíveis com o bolso.

Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT - www.ibpt.com.br

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